Marco Buzzi STJ: 5 pontos sobre internação e investigação

Marco Buzzi STJ foi internado após mal-estar enquanto é investigado por importunação sexual. Veja o que se sabe, o que está em apuração e o que ainda não foi definido.

Redação - Cidade AC News - Eliton Muniz
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Marco Buzzi STJ é internado após mal-estar; investigação por importunação sexual segue em sigilo

Boletim médico aponta palpitação e dor no tórax. Ministro nega acusação relatada por jovem de 18 anos. Caso é apurado por diferentes instâncias.

Por Eliton Muniz, Cidade AC | News — Acre

05/02/2026 19h20 | Atualizado há 7 horas

Marco Buzzi STJ é internado após mal-estar
Marco Buzzi STJ é internado após mal-estar

Marco Buzzi STJ foi internado em um hospital particular de Brasília após apresentar um forte mal-estar, segundo informações divulgadas por seus advogados. De acordo com o comunicado, o quadro clínico exigiu atenção médica redobrada, especialmente em um contexto de forte tensão emocional.

A internação ocorre enquanto o ministro é investigado por suposta importunação sexual, após denúncia apresentada por uma jovem de 18 anos. O caso tramita em sigilo e é apurado em diferentes esferas. O ministro nega qualquer conduta imprópria.

Quadro de saúde de Marco Buzzi STJ

Em nota assinada pelo cardiologista assistente, Fabricio Silva, o hospital DF Star informou que Marco Buzzi STJ apresentou palpitações e precordialgia, termo médico utilizado para dores na região do tórax. A equipe médica optou pela internação para investigação e controle dos sintomas.

A defesa informou ainda que o ministro possui histórico cardíaco relevante, incluindo a implantação de cinco stents e um marca-passo nos últimos anos. Por orientação médica, foi concedida licença de 10 dias, com possibilidade de prorrogação.

Na manhã desta quinta-feira, Marco Buzzi STJ apresentou atestado médico ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). O conteúdo do documento não foi detalhado.

Investigação envolvendo Marco Buzzi STJ

A denúncia que envolve o ministro é apurada como importunação sexual, crime previsto no Código Penal, cuja pena varia de 1 a 5 anos de reclusão, em caso de condenação.

Segundo informações apuradas, a jovem relatou ter sido abordada pelo ministro no dia 9 de janeiro, durante um período em que as famílias estavam em uma casa de praia em Balneário Camboriú (SC). O episódio teria ocorrido no mar.

Após o relato, a jovem comunicou os pais, que confrontaram a família do ministro e deixaram o local no mesmo dia. Em 14 de janeiro, a família registrou ocorrência na Polícia Civil de São Paulo, acompanhada de advogados.

Instâncias de apuração

Por se tratar de autoridade com foro por prerrogativa de função, o caso envolvendo Marco Buzzi STJ é acompanhado por diferentes órgãos:

  • Polícia Civil de São Paulo
  • Conselho Nacional de Justiça (CNJ)
  • Superior Tribunal de Justiça (STJ)
  • Supremo Tribunal Federal (STF)

O CNJ informou que o procedimento tramita em sigilo, conforme determina a legislação, com o objetivo de preservar a intimidade da vítima e evitar revitimização.

O que dizem as partes

Em nota, Marco Buzzi STJ afirmou que foi surpreendido com o teor das acusações e repudiou qualquer ilação de conduta imprópria.

A defesa da jovem declarou que aguarda rigor nas apurações e o respectivo desfecho nos órgãos competentes, ressaltando a necessidade de preservar a vítima e sua família durante o andamento do processo.

Linha do tempo do caso Marco Buzzi STJ

  • 9 de janeiro – episódio relatado pela jovem em Balneário Camboriú (SC)
  • 14 de janeiro – registro da ocorrência na Polícia Civil
  • 4 de fevereiro – STJ instaura sindicância interna
  • 5 de fevereiro – internação do ministro em Brasília

O que está em apuração

  • Consistência do relato apresentado à Polícia Civil
  • Depoimentos colhidos pelo CNJ
  • Avaliação de eventual infração funcional no STJ
  • Possível desdobramento criminal no STF

O que ainda não está definido

  • Se haverá denúncia formal pelo Ministério Público
  • Se a sindicância resultará em processo disciplinar
  • Se o caso seguirá apenas na esfera administrativa ou também penal

O caso segue em apuração e tramita sob sigilo. Até que haja decisão judicial ou administrativa definitiva, as informações permanecem no campo da investigação.

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Eliton Muniz — Análise & Contexto.
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