“Sequestro da economia de uma nação”: Dino sobe o tom em voto no STF

Eliton Muniz – Caboco das Manchetes
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Brasília – 18 de julho de 2025. Em sessão tensa no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Flávio Dino protagonizou um voto contundente nesta quinta-feira, classificando manobras golpistas recentes como um “sequestro da economia de uma nação”. A fala ocorreu durante julgamento de medidas cautelares contra ex-integrantes do governo Bolsonaro acusados de articular um colapso institucional com impactos diretos sobre a estabilidade financeira do Brasil.

Dino, que assumiu a vaga no STF em 2024, fez duras críticas à instrumentalização de políticas econômicas e ao uso político das Forças Armadas, afirmando que houve “tentativa de subordinar a economia nacional aos interesses de um projeto autoritário”.

“O que se pretendia era o controle artificial da economia como peça de chantagem institucional, configurando um verdadeiro sequestro da soberania econômica brasileira”, declarou Dino.

O que estava em julgamento
O julgamento em questão analisava a legalidade de medidas preventivas contra aliados de Jair Bolsonaro no caso conhecido como “minuta do golpe 2.0”. A investigação aponta que havia um plano para forçar o Banco Central a interferir nos fluxos de crédito, reter pagamentos a entes federados e desestabilizar artificialmente o mercado de combustíveis — tudo para criar pânico e justificar uma intervenção.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) classificou o plano como “crime continuado contra a ordem econômica” e pediu sanções imediatas. Dino, acompanhando o relator Alexandre de Moraes, foi além: apontou que o modelo planejado copiava regimes de exceção como o da Argentina nos anos 70.

Bastidores da fala de Dino
Nos bastidores do STF, a fala de Flávio Dino foi interpretada como uma tentativa de consolidar sua atuação no Supremo como voz dura contra retrocessos autoritários. Conhecido pelo perfil combativo, o ministro tem usado sua caneta para marcar posições em defesa do pacto federativo e da independência do Banco Central.

“Ao sequestrar a economia, o objetivo era dobrar o país pela fome, pela insegurança e pelo desespero do cidadão comum”, reforçou Dino.

A fala repercutiu no mercado. No final da tarde, o dólar oscilou com a tensão institucional, e parlamentares da base do governo usaram o discurso de Dino para defender maior controle sobre ações sigilosas na área econômica.

O que dizem os investigados
A defesa dos acusados negou qualquer plano de interferência econômica, afirmando que “não há provas concretas de que houve tentativa de subversão financeira por agentes públicos ou militares”. No entanto, o ministro Dino citou trechos de conversas interceptadas que indicariam pressão sobre membros do alto escalão econômico durante a transição de governo em 2022.

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✍️ Eliton Muniz – Caboco das Manchetes
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