Comissão de Saúde da Aleac debate impasses no novo PCCR de servidores: “É a hora e a vez da saúde”

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Na manhã desta terça-feira, 20, representantes sindicais, servidores da saúde e membros do governo estadual se reuniram com deputados na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) para discutir os avanços e os pontos de divergência do novo Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR) da saúde.

O deputado Adailton Cruz, que também preside a Comissão de Saúde da Aleac, destacou que o novo PCCR precisa refletir as necessidades reais dos servidores da saúde e valorizá-los de forma justa.

“Essa discussão é fundamental. É a hora e a vez da saúde. O novo plano precisa refletir a realidade de quem está na linha de frente há anos, muitas vezes sem reconhecimento. Estamos aqui para garantir que essa proposta avance com justiça e coerência”, afirmou Cruz.

A presidente do Sindicato dos Profissionais Auxiliares, Técnicos de Enfermagem e Enfermeiros do Acre (Spate), Alesta Amancio, ressaltou que a categoria está unida na defesa por melhorias, especialmente em relação à isonomia entre profissionais com a mesma formação.

“Não vamos aceitar que o salário de quem já conquistou melhorias seja reduzido. O que queremos é que os que ainda não foram contemplados também sejam valorizados. A Sesacre precisa resolver a situação que ela mesma criou”, declarou Alesta.

A secretária adjunta de Atenção à Saúde da Sesacre, Ana Cristina, destacou que o plano foi construído em conjunto com os sindicatos, por meio de diversas reuniões realizadas ao longo dos últimos meses.

“Ouvi aqui que a Sesacre criou o problema, mas pensei que estivéssemos construindo juntos. Ainda assim, se acham que fomos nós, vamos resolver. Mas é importante reconhecer que esse plano traz ganhos históricos: progressão, promoção, gratificações específicas, prêmio de valorização, e pagamento de plantões sobre o salário base. Isso nunca existiu antes”, afirmou a secretária.

Adailton Cruz também reiterou a necessidade da tabela salarial. “O nosso pedido aqui é de rever a questão da nossa tabela. Acredito que dá para rever sem que isso vire briga. Vamos sentar, olhar com a PGE e ver o que é possível fazer pelos especialistas assistenciais. Tenho certeza de que vamos conseguir”, completou.

O secretário de Governo, Luís Calixto, explicou que a proposta está sendo construída com o apoio da Fundação Dom Cabral, consultoria contratada especificamente para estruturar o PCCR da saúde. Ele afirmou ainda que o envio do projeto à Aleac depende da redução do limite prudencial de gastos com pessoal.

“Temos avanços, sim, e reconhecemos o esforço. Mas é preciso responsabilidade. O governo não pode enviar o projeto enquanto não houver margem no limite legal. Me estranha anunciar greve no dia 27 quando ainda nem foi divulgado o novo percentual. Não se trata de esconder dados, mas de respeitar a Lei de Responsabilidade Fiscal”, concluiu.

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