Resultados do Concurso Nacional Unificado saem amanhã: saiba como consultar as 6.640 vagas
A espera de quase 1 milhão de candidatos chega ao fim nesta sexta-feira, 28 de fevereiro de 2025, com a divulgação dos resultados finais do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU). Organizado pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) em parceria com a Fundação Cesgranrio, o certame, considerado o maior da história do Brasil, ofertou 6.640 vagas distribuídas entre 21 órgãos federais. A partir das 10h, os participantes poderão acessar suas notas individuais, a classificação final e as convocações para cursos de formação na área do candidato no site oficial da Cesgranrio. O processo também será detalhado no Diário Oficial da União com a publicação de 15 editais, garantindo transparência total aos resultados.
Marcado por inovações como a possibilidade de concorrer a múltiplos cargos dentro de blocos temáticos, o CPNU atraiu candidatos de 5.555 municípios brasileiros, refletindo seu alcance nacional e seu papel na democratização do acesso ao serviço público. Além das notas, serão divulgadas 194 listas, incluindo classificação para vagas imediatas e cadastro reserva, bem como a convocação para matrícula em cursos de formação exigidos por nove cargos específicos. O anúncio promete movimentar milhões de brasileiros que aguardam a chance de ingressar na Administração Pública Federal.
Os resultados envolvem os oito blocos temáticos do concurso, abrangendo desde cargos de nível médio até especialidades de nível superior. Para os candidatos, o momento é crucial, pois define não apenas os aprovados em vagas imediatas, mas também aqueles que ficarão em lista de espera ou serão chamados para a próxima etapa. Confira abaixo tudo o que você precisa saber para acessar as informações e entender o impacto desse processo seletivo histórico.
Amanhã, às 10h, o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) e a Fundação Cesgranrio liberam os resultados finais do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU). Com 6.640 vagas em jogo, o certame se destacou por sua abrangência, alcançando inscritos em quase todos os municípios do país. Os candidatos poderão consultar, na área do candidato no site da Cesgranrio, detalhes como notas nas provas objetivas e discursivas, avaliação de títulos e resultados de bancas específicas, como as de heteroidentificação para cotas raciais e indígenas. A classificação final por cargo, dividida entre ampla concorrência e cotas, também estará disponível, assim como a situação de cada participante: aprovado, em lista de espera, convocado para curso de formação ou eliminado.
Para os cargos que exigem cursos de formação, como Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental (EPPGG) e Auditor-Fiscal do Trabalho (AFT), a lista final de convocação para matrícula será outro destaque. Essas etapas, presenciais e eliminatórias, começam em abril, majoritariamente em Brasília, e são fundamentais para a aprovação definitiva. No total, 2.305 candidatos foram chamados para esses cursos, que oferecem auxílio financeiro equivalente a 50% da remuneração inicial do cargo durante o período de formação.
O CPNU também se consolidou como um marco de inclusão, com cerca de 400 mil inscritos concorrendo às cotas para pessoas negras, indígenas e com deficiência. A publicação de 15 editais no Diário Oficial da União, prevista para o mesmo dia, trará informações detalhadas, incluindo nomes dos aprovados, reforçando a transparência do processo.
Consultar os resultados do Concurso Nacional Unificado é simples e pode ser feito diretamente na área do candidato no site da Cesgranrio. A partir das 10h de sexta-feira, 28 de fevereiro, os participantes devem acessar o portal com suas credenciais Gov.br e verificar as informações individuais. Serão disponibilizadas notas ponderadas finais, resultados por cargo e a situação específica de cada um, indicando se foi aprovado para vaga imediata, cadastro reserva ou curso de formação.
Além disso, 173 listas de classificação final serão publicadas, cobrindo todos os cargos dos blocos 1 a 8, com candidatos sub judice listados separadamente. Para os convocados aos cursos de formação, 21 tabelas específicas detalharão os próximos passos, como a matrícula, que ocorre entre 10 e 18 de março de 2025. Mensagens via e-mail e WhatsApp também serão enviadas aos selecionados para essa etapa, garantindo que ninguém perca os prazos.
O Concurso Nacional Unificado foi estruturado em oito blocos temáticos, reunindo cargos com áreas de atuação semelhantes, o que permitiu aos candidatos escolherem mais de uma opção dentro do mesmo bloco. Realizadas em 5 de maio de 2024, as provas foram aplicadas em 228 cidades, alcançando um total de 2,1 milhões de inscritos, dos quais cerca de 1 milhão compareceram. O resultado final reflete o desempenho em provas objetivas, discursivas e, para alguns cargos, na avaliação de títulos, além das etapas de heteroidentificação para cotas.
Com um investimento inicial de R$ 405 milhões, o CPNU ofereceu 6.640 vagas imediatas, mas também criou um banco de candidatos em lista de espera, que poderá ser aproveitado para futuras contratações. Dos aprovados, 2.305 participarão de cursos de formação com carga horária que varia de 140 a 580 horas, dependendo do cargo. Esses cursos, organizados por instituições como a Escola Nacional de Administração Pública (Enap), começam em 1º de abril e são obrigatórios para a nomeação.
A diversidade foi um dos pilares do concurso, com 20% das vagas reservadas para candidatos negros, 5% para pessoas com deficiência e 30% das vagas da Funai destinadas a indígenas. Esse modelo inovador busca não apenas preencher cargos vagos, mas também fortalecer a representatividade no serviço público federal.
Para os candidatos convocados aos cursos de formação, o calendário é essencial. Veja as datas principais:
Os cursos têm caráter eliminatório e classificatório, exigindo dedicação total dos convocados. A matrícula requer documentos como identidade e CPF, e a ausência de confirmação implica eliminação automática do cargo convocado e de opções de menor preferência indicadas na inscrição.
Realizado em agosto de 2024, o CPNU não foi apenas um processo seletivo, mas uma iniciativa para reconstruir a capacidade do serviço público federal. Com quase 1 milhão de participantes nas provas, o concurso alcançou 99% dos municípios brasileiros, oferecendo oportunidades em 21 órgãos, como o Ministério da Gestão, a Funai e a ANS. Foram corrigidas provas discursivas de 32.260 candidatos adicionais após acordo judicial com o Ministério Público Federal, garantindo equidade nas cotas raciais e na avaliação.
O certame também trouxe inovações logísticas, como a aplicação simultânea em centenas de cidades, e financeiras, com taxas de R$ 60 para nível médio e R$ 90 para nível superior, além de isenção para cerca de 600 mil inscritos via CadÚnico, Fies, ProUni ou doação de medula óssea. O banco de candidatos aprovados em lista de espera, estimado em mais de 16 mil pessoas, será um recurso estratégico para contratações futuras.
Para os aprovados, o impacto imediato será a posse, prevista a partir de agosto de 2025, enquanto os cursos de formação preparam especialistas para cargos estratégicos. O sucesso do modelo já motiva o planejamento de uma nova edição em 2025, com previsão de 3.500 vagas e edital em março.
Nove cargos do CPNU exigem a etapa de curso de formação, impactando 2.305 candidatos. Confira os principais:
Esses cursos, além de obrigatórios, oferecem 50% da remuneração inicial como auxílio, exceto para servidores públicos federais que optarem por manter seus vencimentos. A preparação intensiva garante que os aprovados estejam aptos a atuar em áreas críticas da Administração Pública.
Com inscritos em 5.555 municípios, o CPNU demonstrou capilaridade inédita, reforçando seu papel na inclusão regional. Dos 2,1 milhões de inscritos, cerca de 400 mil concorreram às cotas, refletindo a diversidade étnica e social do Brasil. O bloco 8, de nível médio, teve resultados definitivos divulgados em 4 de fevereiro, enquanto os blocos 1 a 7, de nível superior, agora recebem a classificação final.
O acordo judicial firmado em novembro de 2024 com o Ministério Público Federal ajustou a correção de provas para candidatos cotistas, assegurando que o mesmo número de provas discursivas da ampla concorrência fosse avaliado para as cotas raciais. Esse ajuste elevou a confiabilidade do processo, que também enfrentou desafios como a validação de marcações nos cartões-resposta, resolvidos sem prejuízo aos participantes.
A próxima edição, já em planejamento, prevê um banco de candidatos ainda mais robusto, com foco em carreiras transversais e remuneração inicial de até R$ 9 mil, conforme sinalizado pela ministra Esther Dweck.