Jarude cobra convocação de cadastro de reserva da Polícia Civil: “Alimentaram a esperança por oito anos”

O deputado estadual Emerson Jarude (NOVO) cobrou, em seu discurso na sessão desta quarta-feira (26), a convocação dos aprovados no cadastro de reserva do concurso da Polícia Civil de 2017.

Cerca de 170 pessoas aguardam ser convocadas, mas o prazo se encerra no próximo dia 16. Segundo o governo, não há possibilidade de realizar o chamamento.

Jarude destacou que há oito anos o governo vem alimentando a esperança dessas pessoas e, no ano passado, prorrogou o prazo, intensificando ainda mais as expectativas.

“Em fevereiro do ano passado, a equipe do governo se reuniu com os aprovados e anunciou a prorrogação do prazo de convocação por mais um ano, até março deste ano. Na ocasião, o então secretário de Governo, Alysson Bestene, disse o seguinte: ‘Agora, com a extensão do cadastro de reserva, espera-se oferecer uma nova oportunidade aos candidatos que aguardam para ingressar na Polícia Civil do Estado’. É muito estranho o governo criar toda essa expectativa para, no fim, não convocar ninguém. Mais estranho ainda é que não há nenhuma perspectiva de um novo concurso. Aliás, se essa for a desculpa, quero deixar claro que uma coisa não impede a outra. É perfeitamente possível que o governo chame quem está no cadastro de reserva agora e, posteriormente, abra um novo concurso público, pois haverá necessidade”, afirmou Jarude.

O deputado citou ainda o déficit de policiais civis constatado pelo Ministério Público. “Na semana passada, ao visitar uma delegacia em Sena Madureira, o MP percebeu a falta de efetivo e notificou o Estado do Acre para que convocasse mais de 60 policiais civis do cadastro de reserva.”

Jarude também destacou o sucateamento proposital das forças de segurança do Estado. “O mesmo governo que se nega a convocar mais policiais retirou R$ 15 milhões do orçamento destinado à segurança pública para 2025. Por isso, peço aos colegas de parlamento que unamos esforços para garantir que o Estado convoque os aprovados até o fim do prazo. Se o governo não faz, façamos nós. Vamos nos unir para evitar que esse concurso público termine com um desfecho tão triste: o não chamamento de pessoas que esperaram por oito anos.”