Encontro nacional discute estratégias para fortalecer a resposta às epidemias de mpox e aids avançada

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Em parceria com a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas Brasil), o Ministério da Saúde – por meio do Departamento de HIV, Aids, Tuberculose, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis (Dathi/SVSA/MS) – promove o 1º Encontro Nacional para o Fortalecimento da Resposta à epidemia de Mpox e Aids Avançada. O evento ocorre nos dias 24 e 25 de fevereiro na Universidade Federal de São Paulo.

O Brasil segue rumo ao alcance das metas estabelecidas pela Organização das Nações Unidas (ONU) para eliminação da aids como problema de saúde pública. De acordo com os dados, o país possui 96% das pessoas diagnosticadas com HIV, das quais 82% estão em tratamento e, dessas, 95% estão em supressão viral. A evolução da terapia antirretroviral proporcionou um aumento na expectativa e na qualidade de vida das pessoas vivendo com HIV ou aids, no entanto, pessoas que desenvolvem doenças oportunistas, apresentam maior risco de morte.  Por esta razão, o Dathi está trabalhando com estados e municípios a implementação do “circuito rápido de enfrentamento da aids avançada”, incluindo a utilização de testes rápidos para rastreio de tuberculose e criptococose.

Para o coordenador-geral de Vigilância de HIV e Aids do Dathi/MS, Artur Kalichman, o fortalecimento da rede de atenção a pessoas vivendo com HIV ou aids (PVHA), articulado com as estratégias de base comunitária, são fundamentais para garantir o direito à saúde e avançar na manutenção do tratamento e na revinculação daqueles que interromperam, fortalecendo a resposta a epidemia. “A aids avançada continua sendo uma preocupação de saúde pública significativa, e a mpox é uma doença viral recente, que traz desafios adicionais ao sistema de saúde. Por isso, são necessárias abordagens integradas e a colaboração de diversos atores”.

Desde o segundo semestre de 2024, a Coordenação de Vigilância de HIV e Aids vem expandindo a implementação do circuito rápido de enfrentamento da aids avançada, priorizando os 13 estados com maior carga de doença e de mortes por aids, buscando com isso reduzir a mortalidade nos 12 meses após o diagnóstico ou após a revinculação. O impacto da mpox e da aids avançada são menores nas PVHA que estão em tratamento antirretroviral e menor dano imunológico: para auxiliar no a elaboração de estratégias e responder a estas epidemias, o Ministério da Saúde disponibiliza painéis de monitoramento da mpox e de HIV e aids, assegurando transparência para a população. 

Lorany Silva
Ministério da Saúde

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